Exército


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Exército quer mais tanques
Restante frota de M60 deve ser substituída
23.04.2010


Segundo a imprensa portuguesa, os responsáveis militares do exercito português, pretendem retirar de serviço o restante da frota de carros de combate M60 que ainda está ao serviço, substituindo os carros retirados por mais algumas unidades do tipo Leopard-IIA6 de construção holandesa.

Segundo as mesmas fontes os militares pretendem adquirir mais 18 unidades a somar aos 36 já adquiridos, permitindo dessa forma completar três esquadrões (o esquadrão é o equivalente a uma companhia).

A retirada de serviço dos carros de combate M60 é vista como inevitável. Em 2006, numa parada militar e próximo à tribuna presidencial, uma destas viaturas sofreu um problema mecânico, tendo as imagens do «vexame» sido passadas em televisões internacionais.

O exército não divulgou oficialmente qualquer justificação para os problemas detectados, mas a conclusão lógica é a de que a manutenção dos veículos das unidades pesadas portuguesas é extremamente deficiente.

O custo dos carros de combate, que tratando-se de viaturas equivalentes às que já existem se cifraria em cerca de 40 milhões de Euros, é o equivalente ao que o Estado Português gasta com a parte desperdiçada do Rendimento Social de Inserção durante 60 dias[1].

Função da arma blindada

Os defensores da aquisição afirmam que um país que queira ter um exército com um mínimo de capacidade de dissuasão, não pode deixar de possuir pelo menos uma unidade de carros de combate pesados.
Como exemplos, é apontada a guerra do golfo, onde contra todas as expectativas se comprovou que se não fosse a capacidade norte-americana de utilizar a superioridade dos seus carros de combate Abrams contra os carros de combate soviéticos do tipo T-72 que equipavam o exército iraquiano, a guerra não poderia ter sido ganha tão rapidamente.
São sempre os tanques que acabam por decidir um confronto.

Os carros de combate pesados (vulgo tanques) do tipo Leopard-2 (versão A6) são dos mais sofisticados carros de combate do mundo. Não se superiorizando aos seus equivalentes americanos Abrams M1/SEP possuem no entanto uma peça (canhão) de 120mm e 55 calibres, que é superior à do veículo norte-americano é considerada a mais poderosa peça anti-carro instalada num carro de combate ao serviço de qualquer exército do mundo.

Críticas
Entre os críticos à aquisição coloca-se em causa a própria opção de possuir carros de combate pesados por parte do exército português.
Portugal nunca deu qualquer utilidade aos carros de combate que possuiu.
Os primeiros, que foram recebidos durante a II guerra foram os Valentine, substituídos pelos Centaur (britânicos), estes foram substituídos pelos M47, cuja principal actuação foi em 25 de Abril de 1974, quando quatro carros deste tipo ameaçaram as forças revoltosas de Salgueiro Maia próximo ao Terreiro-do-Paço em Lisboa.

Os M47, foram posteriormente substituídos pelos M48-A5, com armamento mais poderoso, e que também foram cedidos gratuitamente pelos países da NATO.
Também ofertados, vieram posteriormente os M60-A3TTS, que tinham sido utilizados na guerra do golfo e que se destinavam à sucata.

A questão que muitos colocam é académica e resume-se a uma frase: Para que servem os tanques?

Para operações como aquelas que decorrem no Afeganistão, há forças armadas que optaram por dar a protecção máxima às suas forças enviando carros de combate pesados. Esta opção foi tomada por países europeus e pelo Canadá. No entanto, manter uma força mesmo que pequena (5 carros) implica um considerável esforço logístico, pois por serem sistemas mecânicos complexos, eles requerem manutenção constante.

Para a defesa do território, a sua utilidade é duvidosa, uma vez que existe apenas um potencial inimigo, o qual está curiosamente armado com o mesmo tipo de sistema.
A única vez que ocorreu uma ameaça directa contra o território nacional, foi durante a II guerra mundial, quando Hitler organizou um plano para a invasão preventiva de Portugal que implicava a invasão do centro-sul do país por uma divisão Panzer.
Na altura, Portugal não possuía um único tanque.

Os defensores do conceito, por seu lado, lembram que como arma defensiva, os carros de combate pesados podem servir como núcleo de pequenos grupos defensivos, que ligados entre si, podem ser de importância extrema na defesa de pontos-chave.
A existência das viaturas não se destina a ganhar guerras, mas a tornar qualquer possibilidade de invasão futura (ainda que improvável) um investimento demasiado caro.

Os opositores contrapõem que num país como Portugal, com uma rede de auto-estradas de via dupla ou tripla - que é importante não só pela sua extensão, mas principalmente pela sua densidade - a movimentação de forças militares seria de tal forma rápida, que os carros de combate poderiam ser facilmente ultrapassados.


[1] - A parte desperdiçada do rendimento social de inserção . uma prestação social dada a quem em Portugal não tem qualquer meio de subsistência – está estimada em 18 a 25% do total dessa prestação social.
O valor desperdiçado pelo Estado durante 60 dias é portanto o equivalente ao custo dos carros de combate que o exército pretende adquirir.


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