Marinha


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Brasil e Guiné Equatorial negoceiam navios
Patrulhas brasileiros poderão seguir para África
07.07.2010


O Brasil iniciou negociações com as autoridades da Guiné Equatorial, para discutir a eventual aquisição por parte daquele país africano de navios de patrulha. Até ao momento não existe qualquer definição quanto ao tipo de navio que poderá ser comprado pela Guiné Equatorial, que pretende potenciar a sua capacidade para garantir a soberania sobre suas águas territoriais e zona económica exclusiva onde se encontram importantes reservas de petróleo.

Os países do golfo da Guiné possuem marinhas que operam navios de patrulha de pequena e média dimensão.
A Guiné Equatorial praticamente não dispõe de marinha, tendo apenas um pequeno corpo naval que opera pequenas lanchas. Como ocorre na maioria das forças navais de países da região, trata-se essencialmente de uma força de policia marítima.

Especialmente interessante para as autoridades da Guiné Equatorial, são os patrulhas da classe francesa P-400 que estão a ser construídos sob licença no Brasil, designados como classe Macaé. Este tipo de navio teve algum sucesso internacional, e um dos vizinhos da Guiné Equatorial, o Gabão, possui um patrulha desse tipo.
A título de comparação, o PIB dos dois países é idêntico, ainda que a Guiné Equatorial possua uma população de apenas meio milhão de habitantes, um terço da população do Gabão.

As condições no terreno e as realidades dos países da região levam a que seja difícil para um país como a Guiné Equatorial operar um patrulha do tipo Macaé. A incorporação de um navio do tipo é complexa, numa força que não tem grande experiência na operação de navios com um pouco mais de sofisticação e por isso a venda implicará a necessidade de uma negociação com o Brasil, implicando o eventual apoio da marinha brasileira.

O efectivo total da marinha da Guiné Equatorial é de aproximadamente 120 militares, e um patrulha deste tipo tem uma tripulação de 30.

As negociações não podem no entanto ser separadas da situação geoestratégica na região do golfo da Guiné. A Guiné Equatorial é o único país de língua espanhola na África negra. Era um território que os portugueses trocaram com os espanhóis, que assim receberam uma possessão africana e em troca saíram da região de Santa Catarina, no Brasil.

A Espanha nunca demonstrou interesse em expandir as suas possessões africanas e a Guiné Equatorial ficou assim completamente isolada.
É por essa razão que a Guiné Equatorial foi o primeiro país observador na Comunidade de Países de Língua Portuguesa.
Com essa adesão, a Guiné Equatorial pretende quebrar o isolamento numa região de língua francesa e inglesa.
O regime do ditador Obiang, também pretende assim romper o isolamento do país, que não mantém as melhores relações com a antiga potência colonial.
A Guiné Equatorial tem também tentado aumentar as ligações económicas com os outros países de língua portuguesa da região, Angola e São Tomé e Príncipe.

O Brasil também já vendeu um navio de patrulha da classe Grajaú para a Namíbia.


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