America do sul e Caribe
Terrorismo

Contra as FARC e contra a tirania

por Luis Carlos Gomes
05.02.2008


Na passada Segunda-feira, nas ruas da Colômbia, e nas ruas de diversas cidades do mundo todo se realizaram várias demonstrações e manifestações de protesto contra a organização terrorista FARC, pela libertação dos reféns que essa organização ligada ao trafico de drogas mantém em seu poder.

Há muito tempo, que vários setores políticos pretendem fazer a opinião pública internacional acreditar que o problema das FARC e do terrorismo na Colômbia, é um problema politico, resultado de um bloqueio social que impede alguns setores dessa mesma sociedade de chegar ao poder.
Vozes do mesmo quadrante político, defendem igualmente que a luta das FARC é justa porque é destinada a libertar o povo do poder e do domínio das oligarquias estabelecidas desde a independência dos países da América do Sul.

Mas a retórica que já era comum no período em que ainda estava de pé a finada União Soviética, não mudou, ainda que sejam passados quase 20 anos desde que o regime soviético começou a mostrar as debilidades evidentes das soluções inspiradas no Marxismo-Leninismo.

A argumentação final desses setores, que tem sua expressão máxima na ditadura da Dinastia da família Castro e na democracia folclórica da Venezuela de Hugo Chavez, se baseia na ideia de que o povo apoia essa pseudo-luta das FARC pela liberdade de alguma coisa.

Mas as maciças manifestações que levaram às ruas mais de um milhão de pessoas só na capital da Colômbia, são uma forte demonstração do que pensa e do que quer o povo que mais sofre com a tirania de um grupo de criminosos mascarados de revolucionários.

A dimensão impressionante das maciças manifestações nas cidades colombianas, é também uma demonstração de que os colombianos estão absolutamente seguros e certos de que as FARC não têm razão e de que quem as apóia, dentro e fora do país, apóia gente sem escrúpulos, que utilizará todos os meios ao seu alcance para institucionalizar a tirania a opressão e a exploração cruel.

Essas passeatas de cidadãos contra o terrorismo e contra o narcotráfico, constituem por isto também um grito contra aqueles que direta e indiretamente apoiam o crime organizado tentando descriminalizar o terrorismo e a rede de tráfico de drogas que o financia e o sustenta.

Esse grito, é um protesto tanto contra os mais conhecidos aliados táticos do narco-terrorismo, Fidel Castro e Hugo Chavez, que não se cansam de criar problemas no continente sul americano, como se pode igualmente considerar um grito de protesto contra as vozes que em alguns países europeus e da América Latina ainda se levantam para defender uma organização criminosa, que vive da morte e da miséria humana, que explora com o tráfico de Cocaína.

Na Venezuela, ainda ontem, Hugo Chavez afirmou para quem o quis ouvir, que a Venezuela não tem fronteira com a Colômbia, mas sim com o Estado das FARC, o qual tem as suas leis próprias e as faz cumprir.

Mas noutros países do continente, vários movimentos e organizações seguem igualmente um ideário político que permite concluir qual é seu objectivo e quais são suas intenções de longo prazo.
De entre essas organizações, destaca-se uma conhecida como MST ou Movimento dos Sem Terra.
Tal organização, controlada por pessoas e entidades que pararam no tempo e não acompanharam a História, segue por um caminho sem saída, que se não for controlado a tempo, poderá colocar em causa o próprio estado.

As chamadas de Hugo Chavez à revolução e à integração, não têm em vista qualquer integração econômica ou qualquer revolução social. Elas têm como objectivo instrumentalizar as massas de analfabetos, que respondem a este tipo de mensagem populista, para futuramente garantir aos algozes a manutenção perpétua no poder.

Na Colômbia, o povo nas ruas demonstrou que essa não é a solução, exigindo a esses bandidos disfarçados de revolucionários que entreguem os reféns que continuam em seu poder. Esperemos que os restantes países do continente não se deixem enganar por promessas vãs e se levantem igualmente contra aqueles que têm como objectivo final, a instauração da tirania.

São Paulo, Fevereiro, 2008

Este texto é da autoria de Luis Carlos Gomes e foi publicado em 05.02.2008.


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