America do sul e Caribe
Exército

As Waffen SS de Hugo Chavez

por Luis Carlos Gomes
16.04.2010


Se mais provas fossem necessárias sobre a deriva ditatorial neo-fascista do regime imposto pelo ditador venezuelano Hugo Chavez, a recente demonstração de força organizada pelo regime Chavista na capital venezuelana, tiraria toda a dúvida que um incauto observador ainda tivesse.

No dia 13 de Abril de 2010, em comemoração do aniversário de sua vitória durante uma desastrada tentativa para tira-lo do poder, Hugo Chavez organizou uma demonstração de força para-militar, ao mais puro estilo nazista, copiado das grandes manifestações dos «camisa-marrom» do partido nacional-socialista alemão dos anos 30.

A tropa miliciana chavista foi criada em 2006 por intervenção do ditador, com o objetivo de organizar uma guarda pretoriana para defender Chavez de possíveis golpes militares. Agora, Chavez criou uma nova milícia camponesa. No papel, ela se destina a proteger os campos que foram tomados para a reforma agrária venezuelana, num processo que já levou a produção de comida no país a mínimos históricos.

É improvável, que as milícias chavistas tenham realmente como objetivo a proteção de alguma conquista revolucionaria. Como no Irã, este tipo de organismo destina-se a garantir a existência de uma tropa de choque absolutamente fiel ao regime, e adequada para operações onde não seja viável o emprego da Policia.


Chavez se parece cada vez mais com o ditador Adolf Hitler.
As ditaduras «encapotadas» como é o caso da Venezuela, ainda não mostram de forma aberta sua forma de atuar e tentam manter um ambiente formal de liberdades, que não corresponde à realidade no terreno.
Esse tipo de milícia, não obedece a tribunais nem a chefes militares ou regionais, mas unicamente ao líder, Chavez.

O modelo chavista não é diretamente copiado da força nazista, mas tem como referência a Guarda Revolucionaria Iraniana, criada pelo regime dos Aiatolas no Irã, para proteger-se de um golpe dos militares.

Essa força de choque responde diretamente perante o seu «Grande Líder» e tem como funções, fazer chantagem sobre os oposicionistas, fazer contra-manifestações sempre que a população se levanta contra o líder, e permite criar um ambiente de coação e intimidação, sempre que a população contrária quiser manifestar-se.

Esse procedimento está minuciosamente descrito nos manuais de «agitação e propaganda» dos Partidos Comunistas desde os anos 50. Todos os partidos dessa tendência utilizaram esse tipo de métodos em países sem uma estrutura democrática organizada, ou onde ela estava seriamente debilitada.

As milícias são essencialmente organizações destinadas ao controlo da oposição, em altura de eleições.
Como tropa irregular de choque, as milícias podem criar atritos e situações de violência e terror generalizado, justificando assim o envio de forças pesadas contra a população e justificando eventuais massacres.
Chavez já avisou que não terá qualquer problema em matar todos os que se opõem ao regime.
Ainda não é possível analisar como será a organização futura desses organismos e sua coordenação com o exército regular.

Por enquanto, as milícias chavistas são apenas um grupo relativamente mal organizado de «jagunços» armados com rifles russos, mas se a influência do regime islâmico iraniano continuar, então não é de excluir que a Venezuela passe para uma fase mais próxima da realidade iraniana.

O regime de Teerã, copiou de forma quase exata a organização militar nazista, criando um segundo exército de apoiantes fanáticos, que pelo seu fanatismo foram sendo escolhidos para formar uma elite militar.
Como aconteceu na Alemanha nazista, também no Irã, a Guarda da Revolução passou de um movimento politico armado, para uma força de elite, que recebia os armamentos mais sofisticados e mais poderosos da Alemanha,

É isso que acontece no Irã de Ahmadinejad, onde os Guardas da Revolução rivalizam com o exército quando se trata de mostrar suas últimas armas.
O armamento que a nova guarda revolucionária de Chavez receber no futuro, vai ser o melhor termômetro para medir a deriva de Chavez para a instituição de uma ditadura cruel na fronteira norte do Brasil.

Este texto é da autoria de Luis Carlos Gomes e foi publicado em 16.04.2010.


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