Portugal
Força Aérea

Em 2011 os F-16 MLU estarão prontos. E depois?

por Paulo Mendonça
25.08.2004


Foi há relativamente pouco tempo anunciado que a Força aérea Portuguesa terá em 2011, completamente operacionais, duas esquadras com apróximadamente 20 aparelhos F-16 MLU cada uma.

Uma dessas esquadras será especializada em controlo do espaço aéreo, e combate ar-ar, enquanto a outra terá como missão principal o ataque ao solo, nomeadamente ataque “cirúrgico” de grande precisão, utilizando bombas guiadas por laser, e bombas guiadas por GPS.

A capacidade portuguesa de reconverter os F-16 mais antigos, (bloco 15) deverá rondar os seis aparelhos por ano, ou seja um a cada dois meses. Quando as duas esquadras estiverem operacionais, estarão já operacionais grande parte dos Eurofighter Typhoon que países como a Austria, a Espanha ou a Alemanha adquiriram. A tradicional ligação entre a FAP e a força aérea norte-americana, que tem de alguma forma condicionado as aquisições de equipamentos. Ou seja, a trilha europeia, foi abandonada (se é que alguma vez foi seguida) no que respeita a aviões de combate. No entanto, continuamos sem nenhuma ideia, por mais básica que seja, sobre qual será o futuro destas duas esquadras da FAP, que, mesmo com MLU, se vão encontrar já algo obsoletas, quando o último avião for incorporado á segunda esquadrilha.

É legítimo perguntar, o que vem depois do F-16, e se se pretende fazer uma nova actualização, ou então, adquirir outro tipo de aviões de combate. O atraso técnológico da nossa Força Aérea, mesmo reduzida á sua expressão mínima, parece ser já endémico. O que virá depois de 2011 ?
Este texto é da autoria de Paulo Mendonça e foi publicado em 25.08.2004.


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