Portugal
Sociedade / Política

Portugal: O inimigo, ocupou um ponto estratégico

por Paulo Mendonça
09.11.2005


Não adianta dourar a pílula, encontrar explicações baseadas em grandes teorias metafísicas, políticas ou filosóficas.

O facto é evidente: Com a tomada da MEDIA CAPITAL, os espanhóis tomaram em Portugal uma testa de ponte estratégica, que coloca a nossa sobrevivência com Estado Independente em perigo.

Não é ainda a vingança pela derrota de Aljubarrota, mas é como se em 1380, tivéssemos perdido a batalha de Atoleiros, que é importante, exactamente porque demonstrou que podíamos vencer os castelhanos.

A situação aparece-nos cada vez mais como a de 1580. Tragicamente, criminosamente, a mão tenebrosa e pútrida da Espanha castelhana, avança com o seu arsenal de corrupções, degradação de costumes, pequenas e grandes traições, e acima de tudo compras.

Onde não lhe foi possível pressionar, onde foi difícil assassinar, onde foi complicado corromper, os espanhóis compraram.

Compraram, quem se fazia mais difícil mas que se acabou por prostituir na mesma, nas palavras do historiador Oliveira Martins.

O sonho castelhano, baseado na ideia de que a Hispania castelhana só pode voltar a erguer-se com a anulação de Portugal, está mais uma vez a tornar-se uma realidade. E muitos portugueses, hoje, como em 1580, colaboram com o jogo sujo, a corrupção, e a vil traição, por trinta dinheiros.

Triste nação, que tem nos seus simbolos nacionais, uma alusão aos trinta dinheiros pelos quais Judas vendeu Jesus Cristo.
Afinal, se calhar, os trinta dinheiros não fazem alusão a Judas Iscariote, mas sim aos Judas, aos traidores e aos corruptos, que aos poucos vão assassinando Portugal.


Este texto é da autoria de Paulo Mendonça e foi publicado em 09.11.2005.


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