Portugal
Sociedade / Política

Homenagem a Mário Ventura

por Paulo Mendonça
20.06.2006


Faleceu na passada Sexta-Feira o escritor Mário Ventura. Lisboeta de Nascimento, Setubalense por opção, terra onde decidiu que seria a sua última morada.

Não vale a pena aqui, destacar a superior figura do escritor, a sua dedicação à cultura, as suas causas e ideais políticos. Outros, noutros lugares, poderão sem dúvida fazer isso muito melhor.
Também não sou bom em elogios fúnebres, outros que os façam porque seguramente que os vão fazer muito melhor que eu.

O autor destas linhas, tomou conhecimento da questão de Olivença pela palavra e pelos escritos de Mário Ventura.

Até ali, eu, como muitos dos cidadãos deste país, não conhecia nem queria saber de uma terra algures na Espanha, que um dia teria sido portuguesa.

Mário Ventura com os seus escritos, o seu raciocínio e a sua argumentação demolidoras, demonstrou que de facto não podemos, não temos o direito de nos esquecer de nenhuma das partes da nação que somos há quase novecentos anos. As palavras tocaram fundo, e a determinação de Mário Ventura quanto à questão de Olivença não foi seguramente em vão.

O autor daquelas palavras morreu, mas as palavras não morrem. As palavras são ideias, e as ideias são imortais. Por isso, honremos a memória de quem não se resignou.

Quanto a mim, aqui fica a minha insignificante homenagem. Os Homens só morrem verdadeiramente no dia em que são esquecidos

Mário Ventura, pediu a várias pessoas em 2004, que não deixassem nunca morrer a questão de Olivença. Eu farei a minha parte. Enquanto há vida há esperança, e enquanto houver um português vivo Olivença será Portugal.


Este texto é da autoria de Paulo Mendonça e foi publicado em 20.06.2006.


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