Medio Oriente
Sociedade / Política

O ataque a um posto de observação das Nações Unidas

por Pedro Brás
26.07.2006


Já começam a ser recorrentes as declarações dos israelitas neste conflito no Líbano, dizendo que todas as bombas, mísseis e projecteis de artilharia que caem atingindo civis não são consequência de ataques premeditados.

O Tsahal, nome do exército israelita, tem algumas das mais sofisticadas armas que existem nos exércitos do mundo. A Força Aérea Israelita, não só tem F-16 Soufa, equipados com tudo o que o contribuinte americano paga, como tem outras aeronaves com enorme capacidade para bombardeamento de precisão.

O ataque a um posto de observação da ONU, parece que é mais um dos já muitos, e atrevo-me a dizer demasiados, erros cometidos pelos israelitas sobre a população do Líbano.

Todos sabemos que guerra é guerra, mas há limites para o que se pode ou se deve atacar, onde e como.

É verdade que o Hezbolá coloca Katiushas em cima de carrinhas e pequenos camiões disfarçados, e que dispara mísseis e foguetes a partir das janelas de prédios de habitação, mas um posto das Nações Unidas, não é exactamente um lugar desconhecido nas cartas militares de Israel.

Isto é o que acontece quando não há controlo sobre as forças militares e não há responsabilidade nem responsabilização.
De nada adianta o governo israelita pedir desculpa pela incompetência, a falta de pontaria ou de precisão das armas mais sofisticadas que existem no mundo.

Israel também tem que aprender a respeitar, se quer ser digno de respeito.
Funcionários do governo israelita, declararam às televisões internacionais que estavam a favor de que a comunidade internacional apoiasse fortemente o Líbano na reconstrução.

Eu pergunto:
Para que é que a comunidade internacional deve apoiar a reconstrução do Líbano ?
Para que Israel volte a destruir tudo outra vez?

Se Israel quer ser levado a sério, então tem que fazer uma coisa:
Começar a entrar com dinheiro para ajudar o Líbano a recuperar da destruição provocada pelos seus próprios aviões.

Este texto é da autoria de Pedro Brás e foi publicado em 26.07.2006.


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